Posso rir?
Pode?
Não, to falando sério... me deixa rir! Preciso!
Ou mijar, rápido. Antes que...
ops. Mas foi só uma gota, juro.
...
eu me imagino rindo, e me parece tão bom. Deixa eu rir ao vivo. Em mim não vai doer. Em tí vai. Mas, vai... só um pouquinho. Bem pouquinho.
Não?
Tá, só uma gargalhada. Só uma!
É, também não. Imaginei.
Aiai... teria sido bom. Passou. Feliz agora?
Não, não. Não adianta me dizer que pode agora. Agora não consigo mais. Agora não consigo.
Agora aguenta.
Ah! Está se sentindo mal? Pena. Eu to normal. Perdeu a graça.
Tchau.
quinta-feira, 18 de setembro de 2008
segunda-feira, 15 de setembro de 2008
Breve pausa para a Biografia da Inocência.
Olha! - me disse a criança, apontando para o sol.
- Mas o quê?
- Só olha.
Olhei.
- Não vejo nada.Aliás... só fez meus olhos doerem! Você sabia que pode ficar cega?
A criança ficou quieta, com o choro trancado na garganta. Com o choro orgulhosamente trancado na garganta. Os olhos brilhavam das lágrimas. A boca: retorcida. Respirava fundo.
- Vai chorar? Cansei de ser babá. Já tâmo nessa porra de parquinho tempo demais, o sol já tá fazendo mal pra sua cabeça. Vamos subir, cata teus cacaréco.
A criança, ainda quieta, juntou cuidadosamente suas filhas, os maridos de suas filhas, a família de suas filhas e o carro de uma de suas filhas - uma das duas filhas gostava de bicicletas apenas, para não poluir. Catou então a bicicleta da outra filha. Colocou tudo e todos cuidadosamente na sua mochila rosa, e vestiu a mochila rosa. Velha, surrada, suja e rasgada, como da primeira vez que a tinha visto.
- Demorou, hein? - eu já estava sem paciência. Os clientes essa semana estavam impossíveis, o supermercado caro, a gasolina cara, o cinema: caro. Assim como as pipocas, as locadoras, a internet, o telefone. Não podia mais sair para curtir com os amigos, minha mulher estava no pico de algo que nem sei o que é. Decidi visitar mãe e irmã, e agora brigava com a pequena também.
Peguei-a pela mão e ignorei suas pequenas pernas, eu precisava urgente de algo para a cabeça. Ela doía. O sol, afinal, não tinha feito bem era para mim.
Subimos as escadas, entramos no apartamento cuidadosamente arrumado, e a pequena foi direto para o quarto. Sentei-me na primeira cadeira que havia perto, minha garganta havia se transformado em dor apenas, assim como minha cabeça. Tudo o que pude fazer foi encostar meu corpo no sofá de três lugares. Tudo.
Entrou no quarto, fechou a porta com o mesmo cuidado com que arrumara suas coisas minutos atrás. Espalhou sua pequena família feliz em seus devidos postos: Mãe na cozinha, pai no trabalho, filhos na escola que havia montado com muita criatividade. Estava sozinha no quarto. O choro começou a escorrer pelos seus olhos, assim como as palavras:
- Mas é bonito... o sol é bonito.
Segurou seu braço dolorido com carinho e pôs-se a chorar.
- Mas o quê?
- Só olha.
Olhei.
- Não vejo nada.Aliás... só fez meus olhos doerem! Você sabia que pode ficar cega?
A criança ficou quieta, com o choro trancado na garganta. Com o choro orgulhosamente trancado na garganta. Os olhos brilhavam das lágrimas. A boca: retorcida. Respirava fundo.
- Vai chorar? Cansei de ser babá. Já tâmo nessa porra de parquinho tempo demais, o sol já tá fazendo mal pra sua cabeça. Vamos subir, cata teus cacaréco.
A criança, ainda quieta, juntou cuidadosamente suas filhas, os maridos de suas filhas, a família de suas filhas e o carro de uma de suas filhas - uma das duas filhas gostava de bicicletas apenas, para não poluir. Catou então a bicicleta da outra filha. Colocou tudo e todos cuidadosamente na sua mochila rosa, e vestiu a mochila rosa. Velha, surrada, suja e rasgada, como da primeira vez que a tinha visto.
- Demorou, hein? - eu já estava sem paciência. Os clientes essa semana estavam impossíveis, o supermercado caro, a gasolina cara, o cinema: caro. Assim como as pipocas, as locadoras, a internet, o telefone. Não podia mais sair para curtir com os amigos, minha mulher estava no pico de algo que nem sei o que é. Decidi visitar mãe e irmã, e agora brigava com a pequena também.
Peguei-a pela mão e ignorei suas pequenas pernas, eu precisava urgente de algo para a cabeça. Ela doía. O sol, afinal, não tinha feito bem era para mim.
Subimos as escadas, entramos no apartamento cuidadosamente arrumado, e a pequena foi direto para o quarto. Sentei-me na primeira cadeira que havia perto, minha garganta havia se transformado em dor apenas, assim como minha cabeça. Tudo o que pude fazer foi encostar meu corpo no sofá de três lugares. Tudo.
Entrou no quarto, fechou a porta com o mesmo cuidado com que arrumara suas coisas minutos atrás. Espalhou sua pequena família feliz em seus devidos postos: Mãe na cozinha, pai no trabalho, filhos na escola que havia montado com muita criatividade. Estava sozinha no quarto. O choro começou a escorrer pelos seus olhos, assim como as palavras:
- Mas é bonito... o sol é bonito.
Segurou seu braço dolorido com carinho e pôs-se a chorar.
sábado, 13 de setembro de 2008
Biografia do ser humano
Ser humano é complicado;
trás muita implicação, dá muito trabalho.
Esquecem que Humano é espécie,
e não uma espécie de igualdade para a Bondade.
Esquecem que hipocrisia e compaixão andam agarradas, de mãos dadas!
A hipocrisia dizendo que tá tudo bem,
a hipocrisia dizendo: "tá tudo fine, meu bem".
Pois bem! A compaixão também!
O Ser Humano tá instigado a ser demasiado,
mais que palavriado, muito mais que o além do certo e errado.
Esquece que é bicho, e não só gente.
O Ser Humano tá destinado a um destino insolente,
e isso não me surpreende!
Um dia a gente aprende, um dia a gente, quem sabe, venha a aprender. Nem sei. As ruas à noite são diferentes, mas melhores. Piores, quem sabe; mas melhores para mim. Gosto do piso e asfalto molhado da humidade do frio. Gosto de estar bem agasalhado, com o frio condensando o ar expirado pelo nariz e pela boca de alguém como eu. Daquela meia luz, que ninguém mal se entende; e das surpresas nos rostos que às vezes penso ser femininos, ou bonitos. Gosto de andar. Gosto das putas baratas quando to sem dinheiro, e das caras quando quero mentir nomes para mim mesmo. Eu gosto do meu jeito à noite. De dia sou sacal, cheio das responsabilidades enfiadas.
Mas à noite não. À noite sou espião de mim mesmo em busca daquelas coisas que todos buscam, mas que buscam em lugares errados. Eu sou sincero comigo mesmo, por isso sou certeiro. Nunca saiu pela culatra, e por isso nunca entendi o Rei e o Maestro. Desesperados, pobres. Se para mim não dá certo, parto para a próxima sem drama. Eles não, ficam nessa cheia de blás sem parar. Confesso que estava um pouco cansado, já estavam sugando a minha energia mais do que eu mesmo tinha. Estar em casa nunca foi realmente tão divertido quanto voltar para ela. Gosto da rua à noite; tem pouco, mas tem movimento. Um movimento por vezes sinistro, com injeções de adrenalina por vez ou outra. Por isso gosto, também. A casa está sempre parada e vazia, e só tem algo para comer quando trago da rua. Da rua à noite ou de dia, tanto faz; é basicamente tudo comida.
Gosto da noite, e graças a Deus ainda nem duas da manhã são.
trás muita implicação, dá muito trabalho.
Esquecem que Humano é espécie,
e não uma espécie de igualdade para a Bondade.
Esquecem que hipocrisia e compaixão andam agarradas, de mãos dadas!
A hipocrisia dizendo que tá tudo bem,
a hipocrisia dizendo: "tá tudo fine, meu bem".
Pois bem! A compaixão também!
O Ser Humano tá instigado a ser demasiado,
mais que palavriado, muito mais que o além do certo e errado.
Esquece que é bicho, e não só gente.
O Ser Humano tá destinado a um destino insolente,
e isso não me surpreende!
Um dia a gente aprende, um dia a gente, quem sabe, venha a aprender. Nem sei. As ruas à noite são diferentes, mas melhores. Piores, quem sabe; mas melhores para mim. Gosto do piso e asfalto molhado da humidade do frio. Gosto de estar bem agasalhado, com o frio condensando o ar expirado pelo nariz e pela boca de alguém como eu. Daquela meia luz, que ninguém mal se entende; e das surpresas nos rostos que às vezes penso ser femininos, ou bonitos. Gosto de andar. Gosto das putas baratas quando to sem dinheiro, e das caras quando quero mentir nomes para mim mesmo. Eu gosto do meu jeito à noite. De dia sou sacal, cheio das responsabilidades enfiadas.
Mas à noite não. À noite sou espião de mim mesmo em busca daquelas coisas que todos buscam, mas que buscam em lugares errados. Eu sou sincero comigo mesmo, por isso sou certeiro. Nunca saiu pela culatra, e por isso nunca entendi o Rei e o Maestro. Desesperados, pobres. Se para mim não dá certo, parto para a próxima sem drama. Eles não, ficam nessa cheia de blás sem parar. Confesso que estava um pouco cansado, já estavam sugando a minha energia mais do que eu mesmo tinha. Estar em casa nunca foi realmente tão divertido quanto voltar para ela. Gosto da rua à noite; tem pouco, mas tem movimento. Um movimento por vezes sinistro, com injeções de adrenalina por vez ou outra. Por isso gosto, também. A casa está sempre parada e vazia, e só tem algo para comer quando trago da rua. Da rua à noite ou de dia, tanto faz; é basicamente tudo comida.
Gosto da noite, e graças a Deus ainda nem duas da manhã são.
quarta-feira, 10 de setembro de 2008
Biografia de quem não tem nada a perder.
Ser vencedor e ser perdedor é uma relação muito complicada quando não se está, de fato, em uma competição.
Ser ou ser, eis a questão!
Troféu a gente bruica, fabrica na mão. Mas ah!
A satisfação, me desculpem,
mas não!
E tudo o que me resta é estar aqui, nessa merda dessa cidade que só sabe chover. Enquanto isso um amigo pirou, e fugiu. O outro amou a idéia e foi para qualquer outro canto. Não sei como conseguem, não sei como se deixam levar por tão pouco. A cidade sabe só chover, e eu sei aproveitar as donas desesperadas por um bom teto seco.
Quem canastra um dia é, nunca o deixa de ser. Não é?
Então, senhores e senhoras, dêem-me licença. Não aguento mais histórias melodramáticas, e blá blá blá. Vâmo vê um pouco mais de ação, que não essa falta de coragem daqueles dois. Já falei o bastante sobre eles. Agora o Rei e o Maestro se foram. Agora sobra eu aqui. Afinal, o que eu tinha para perder, partiu ao meio; e esqueceu de avisar.
Agora sou eu, essa puta chuva, e essas putas por aí.
Ser ou ser, eis a questão!
Troféu a gente bruica, fabrica na mão. Mas ah!
A satisfação, me desculpem,
mas não!
E tudo o que me resta é estar aqui, nessa merda dessa cidade que só sabe chover. Enquanto isso um amigo pirou, e fugiu. O outro amou a idéia e foi para qualquer outro canto. Não sei como conseguem, não sei como se deixam levar por tão pouco. A cidade sabe só chover, e eu sei aproveitar as donas desesperadas por um bom teto seco.
Quem canastra um dia é, nunca o deixa de ser. Não é?
Então, senhores e senhoras, dêem-me licença. Não aguento mais histórias melodramáticas, e blá blá blá. Vâmo vê um pouco mais de ação, que não essa falta de coragem daqueles dois. Já falei o bastante sobre eles. Agora o Rei e o Maestro se foram. Agora sobra eu aqui. Afinal, o que eu tinha para perder, partiu ao meio; e esqueceu de avisar.
Agora sou eu, essa puta chuva, e essas putas por aí.
quinta-feira, 4 de setembro de 2008
Entre linhas, parte 2.
É história
aquela velha história
de que quem não tem o que quer ter
tem menos que quem tem sem querer.
Me preocupa esse teu sempre querer.
Pois para que me preocupar em ser
se só o que tenho
é o viver.
aquela velha história
de que quem não tem o que quer ter
tem menos que quem tem sem querer.
Me preocupa esse teu sempre querer.
Pois para que me preocupar em ser
se só o que tenho
é o viver.
segunda-feira, 25 de agosto de 2008
Biografia apagada.
Hoje eu faxinei a casa.
Troquei os lençóis, as fronhas. Mudei o colchão de lado.
Limpei o banheiro, troquei o desodorante do sanitário, lavei a pia, o chão.
Daí varri o chão do quarto. Passei pano húmido com tudo que pode desbacterizar o lugar a curto e longo prazo.
Arrumei o armário de roupas e a despensa da comida.
Concertei o que estava quebrado. Joguei fora o que estava inutilizado. Rearrumei o que estava desconcertado.
Então fui cozinhar o almoço;
depois lavei a louça.
Pus tudo, tudinho, no lugar. Minha casa, depois de tanto, está arrumada. Antes eu tava até desconcertado, tamanha a bagunça.
Agora ta tudo, na casa, arrumado. Talvez agora eu possa começar a pensar em fazer da rua um acaso. Quem sabe eu até possa rearrumar a bagunça da vizinhança, sem me preocupar em estar do mesmo lado.
Minha casa está, enfim, arrumada. Quem sabe, finalmente, minha grama fique como que milagrosamente mais verde que a grama do lado.
Ainda mantenho um cartinho da bagunça, para de vez em quando brincar de ser confuso e relaxado. Mas o quarto é pequeno e muito pouco usado. Deixei assim mesmo, dá um charme, um jingado.
Mas a casa, prometo, está em pé e saudável.
Com amor,
Rei.
Obs. Desculpe essa última carta, foi impensado. Quando eu voltar, vou correndo te avisar.
Troquei os lençóis, as fronhas. Mudei o colchão de lado.
Limpei o banheiro, troquei o desodorante do sanitário, lavei a pia, o chão.
Daí varri o chão do quarto. Passei pano húmido com tudo que pode desbacterizar o lugar a curto e longo prazo.
Arrumei o armário de roupas e a despensa da comida.
Concertei o que estava quebrado. Joguei fora o que estava inutilizado. Rearrumei o que estava desconcertado.
Então fui cozinhar o almoço;
depois lavei a louça.
Pus tudo, tudinho, no lugar. Minha casa, depois de tanto, está arrumada. Antes eu tava até desconcertado, tamanha a bagunça.
Agora ta tudo, na casa, arrumado. Talvez agora eu possa começar a pensar em fazer da rua um acaso. Quem sabe eu até possa rearrumar a bagunça da vizinhança, sem me preocupar em estar do mesmo lado.
Minha casa está, enfim, arrumada. Quem sabe, finalmente, minha grama fique como que milagrosamente mais verde que a grama do lado.
Ainda mantenho um cartinho da bagunça, para de vez em quando brincar de ser confuso e relaxado. Mas o quarto é pequeno e muito pouco usado. Deixei assim mesmo, dá um charme, um jingado.
Mas a casa, prometo, está em pé e saudável.
Com amor,
Rei.
Obs. Desculpe essa última carta, foi impensado. Quando eu voltar, vou correndo te avisar.
quinta-feira, 14 de agosto de 2008
Sambiografia do medroso.
Preciso tanto te falar:
daqui a pouco o sol vai se levantar.
Preciso ir, me refugiar!
Não é certo, não é errado.
Só sei que preciso ir.
Não sei o quanto eu devo correr
para não deixar ninguém me alcançar.
Ninguém pode me alcançar,
não podem me fazer falar.
Só vou me calar,
e despistar toda a verdade que eu puder enxergar.
O dia vai raiar,
preciso tanto te falar que eu preciso ir.
Mas você não está aqui,
está lá:
do lado de lá.
Preciso tanto lhe falar,
mas contigo não posso estar.
Se esta mensagem você ler,
entenda-me!
Tive de ir,
para ninguém me encontrar.
Tive de fugir,
para ninguém me fazer falar.
Não posso falar ao mundo,
ainda,
o quanto amo você;
o quanto com você eu quero estar.
Ato II
Depois,
quando te encontrar,
não saberei o que fazer,
não saberei do que me desculpar.
Depois,
quando te olhar,
não saberei para aonde olhar,
nem saberei se em teus olhos eu vou ainda estar.
Depois,
quando te ouvir falar,
não saberei se a tua fala vai me agradar,
tampouco saberei se irás ter fala para algo contar.
Depois,
quando te encontrar,
não saberei se de novo vou fugir,
ou se só voltar, significa querer tentar.
Ato III
Mas sei que,
agora,
preciso tanto te falar:
preciso ir, me refugiar de ti.
Continue onde está,
sinta que este é seu lugar.
Enquanto isso:
eu vou estar por tudo o que lembrar.
daqui a pouco o sol vai se levantar.
Preciso ir, me refugiar!
Não é certo, não é errado.
Só sei que preciso ir.
Não sei o quanto eu devo correr
para não deixar ninguém me alcançar.
Ninguém pode me alcançar,
não podem me fazer falar.
Só vou me calar,
e despistar toda a verdade que eu puder enxergar.
O dia vai raiar,
preciso tanto te falar que eu preciso ir.
Mas você não está aqui,
está lá:
do lado de lá.
Preciso tanto lhe falar,
mas contigo não posso estar.
Se esta mensagem você ler,
entenda-me!
Tive de ir,
para ninguém me encontrar.
Tive de fugir,
para ninguém me fazer falar.
Não posso falar ao mundo,
ainda,
o quanto amo você;
o quanto com você eu quero estar.
Ato II
Depois,
quando te encontrar,
não saberei o que fazer,
não saberei do que me desculpar.
Depois,
quando te olhar,
não saberei para aonde olhar,
nem saberei se em teus olhos eu vou ainda estar.
Depois,
quando te ouvir falar,
não saberei se a tua fala vai me agradar,
tampouco saberei se irás ter fala para algo contar.
Depois,
quando te encontrar,
não saberei se de novo vou fugir,
ou se só voltar, significa querer tentar.
Ato III
Mas sei que,
agora,
preciso tanto te falar:
preciso ir, me refugiar de ti.
Continue onde está,
sinta que este é seu lugar.
Enquanto isso:
eu vou estar por tudo o que lembrar.
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